quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

MÃO DE PALAVRAS


Acordo com uma mão de palavras

a tocarem-me os olhos

preguiçosos no despertar

como se eco de sino

me estivesse a embalar.

Desprende-se das nuvens uma gota

num brilho de bola de sabão.

Traz palavras e sinais íntimos

que recolho em cálice de mãos.

Apago a luz tímida do sol

e soletro-as na intimidade.

Saciam-me na cor da papoila

com que vêm pintadas

e reacendem a luz do sol.

Abro os olhos ao dia

e em sorrisos de festa

brindo com taças de alegria.

Avento o cinzento ao ar

e num frenesim de loucura

deixo o corpo dançar.


MV

6 comentários:

MPereira disse...

Brindo tambem,pela alegria do poema,pela cor e pela vontade de viver a vida em pleno

Beijos

José Manuel Brazão disse...

Este poema é lindo! Identifico-me muito com ele!

Beijos com carinho

Carla Sofia disse...

E que o corpo dance, pois a dança é expressão de sentimento.
Deixo um beijinho

frAgMenTUS disse...

gostei mt
+ airoso, este poema :)

deixo-te um mimo blogeiro

http://fragmentusmeusteus.blogspot.com/2008/12/prmio-dardos.html

bj grnd

daniel milagre disse...

Marta

A disposição do acordar duma poetisa, que naturalmente, reflete o seu estado de alma, em cada momento. Gostei do proposta de leitura!

Beijos,
Daniel

Ana disse...

Maravilhoso poema!Parabéns!
Beijos,
Ana