Sempre as palavras a viverem dentro da cerca
quase secas, quase esquecidas
Pedem aos dedos que as exortem
a desbravarem-se em colinas de afecto
Aspiram libertar odores da lua
inflamar o ar em que se propagam
desvendar o mistério dos passos com que dançam
Mas o seu perfume fica sempre inatingível
Se as palavras não soletrassem na gaguez
se fossem capazes de tocar a tua alma
o verde em mim funcionaria
MV
10 comentários:
Lindo Marta, criativo, original, lindo mesmo!
beijos, bom domingo
"Se as palavras não soletrassem na gaguez
se fossem capazes de tocar a tua alma
o verde em mim funcionaria"
esta é daquelas que gostaria de ter sido eu a dar à luz. mas ainda bem que existes, assim, tão bela!
beijos em ti!
Com a palavra se desbrava o verso e se constroem poemas belos e plenos de força
O verde funcionou
Beijos
É a Liberdade da Poesia...Tu sabes como lhe dar cor e asas.
Beijo
Fatima
Sim, as palavras posuem um perfume próprio, muito peculiar e somos nós os artesãos desse perfume. A Formação está quase no final da fase de arranque. Tem sido terrível:desistências, entradas e a eu a ver, pois tudo é possível, assim como as consequência disso - bloqueios na dinâmica da acção. Tenho que me aguentar. Um abraço.
Já estava com saudade de ver finais de poemas como este: "Se as palavras não soletrassem na gaguez/
se fossem capazes de tocar a tua alma/ o verde em mim funcionaria".
Tudo de bom.
o verde aqui, funciona! simplesmente belo!
(convido-te para o lancamento do meu livro dia 6 de Novembro, no Porto, 18 horas, Espaco Imerge (R. Santa Catarina,777)
Amiga M/R, palavras são sempre palavras, verdes, amarelas, brancas, lilazes,temos que as sentir todos os dias, as que dizemos e as que nos dizem, mas de preferência sempre coloridas.
Beijinhos e BFS
Isabel
Sempre as palavras que nos movem num ímpeto sem freio. São elas que nos fazem mover os dedos num abraço de sentimentos.
Adorei o teu poema!!! Original! Cativante!
Um beijinho
Fanny
eu respirei...o verde do teu poema!
e ...fiquei no prado!
Um beijo
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