sexta-feira, 16 de julho de 2010

SEM TÍTULO (IV)



 Dedos! Feridas!
Que combinação tão imperfeita
desenhaste com os teus fios de luar!
Para onde levaste tu, ó lua,
a alegria que em cada acordar me sussurrava   -  Bom dia?
Fugiu-me do peito?
Talvez descanse no branco da magnólia.
Ou no restolho da seara cortada.
Debicada pela ave que me entontecia?
Ou talvez escrita apenas
na língua dessa boca tão vazia!

MV

5 comentários:

Fatima disse...

Delicado, doce, encantado...este mundo das palavras soltas como estrelas no mundo da emoção, enche as mãos de quem as precisa.

Bjo
Fatima

poematar disse...

Boa noite, Marta, parabéns pela mudança de visual. Palavras delicadas num poema cujas interrogações encontram eventual resposta no último verso, decisivo, como apenas Marta Vasil sabe fazer.

BC disse...

Toda a gente anda à procura de um novo visual, este também está lindo, sereno, a busca constante de novas palavras, de novas emoções, singelo, simples, bonito.
Hoje uma visita a alguns amigos, para um dia aqui voltar novamente a 100%, ainda não estána hora.
Beijinho Marta

Nilson Barcelli disse...

Belo poema, querida amiga. As tuas palavras são sempre bem colocadas.
Bom resto de semana.
Beijos.

ParadoXos disse...

por onde andas amiga?