sexta-feira, 5 de novembro de 2010

FALSIDADE



Caíram pérolas das tuas gargalhadas.

Não sei porque é que às noites,
não sucedem sempre os dias. Fica tão escuro!
E eu enrolada em breu.

Não sei porque é que a lua se encolhe tanto
e não deixa passar os pontos cardeais.
E eu tão perdida!

Não sei porque é que o céu se abre em chuva
e piso torrões tão duros.
E eu com gretas cá dentro!

Não sei porque é que a terra engravida de tanto húmus
e os cardos não medram.
Tenho o  pensamento paraplégico!

Mais uma pérola caiu da tua gargalhada.
Gentil, terna, mansa?
Não. 
Pérfida, 
madrasta,
dissimulada!

 Mas claro que tens razão.
Não sei nada. Ou sei?
Sei que caíram pérolas falsas das tuas gargalhadas.

MV

7 comentários:

mundo azul disse...

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...desilusão, desilusão...


Bonito e triste o seu poema, amiga!


Beijos de luz e o meu carinho, sempre...

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Tatiana disse...

Máscaras caem quando não podem ser mais sustentadas.
Tenha uma semana maravilhosa!
Beijos com meu carinho

A.S. disse...

Marta...

Belo poema... a lua será sempre um doce fascinio!...

Beijos
AL

Vieira Calado disse...

Sente-se alguma angústia

vertendo do seu poema.

Bjs

Vento disse...

Há algo dentro de ti que necessita de voar, sem direcção, talvez...

Está na palma das tuas mãos.

Beijo

guiomar disse...

As palavras brotam com intensidade... Tocam-nos. Adorei!
Parabéns!!!!!
Gui-----07/02/2011

Aníbal Raposo disse...

Muito bem retratada a desilusão no teu poema.
Beijo