Um verso de água
brotava da neblina inflamada.
Sôfrego
bebia o azul do mar
até lhe sobrar apenas o incolor.
Os olhos sabiam do abismo do mar
e sabiam do delírio do verso
que voava rente à fluidez da espuma.
Sabiam ainda que o azul não ressuscitava.
Mesmo assim
entre línguas de areia
o verso surpreendeu os lábios
num beijo de cristal.
E o verso naufragou.
MV
8 comentários:
Mais um belíssimo poema. Obrigado por partilhar tão bela escrita.
Temos uma amiga em comum..
Então venha ver.
Lhe convido para ver quem está comigo aqui.
É um prazer te receber neste cantinho. Venha dar uma olhadinha. Tenho certeza que vai gostar.
http://sandraandradeendy.blogspot.com/
Carinhosamente, vou te esperar. Aqui grandes amigos se encontram e se revelam. Carinhosamente,
Sandra.
Amigos são flores plantadas com muito carinho.
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...mas, mesmo assim valeu, não é?
Um momento triste/alegre retratado nesse poema... Gostei demais!
Beijos de luz e o meu carinho!!!
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Passei para lhe agradecer as suas amáveis palavras.
Gostei do crescente da sua Lua!
Ah!Vou voltar,certamente vou encontrar sempre um verso para me surpreender!
Um verso, mesmo naufragado, continua a navegar na sensual ondulação das águas...
Lindo o teu poema!!!
Beijos...
AL
Adorei o teu naufrágio.
A tua poesia encanta-me... excelente poema, querida amiga.
Bom resto de semana.
Um beijo sem naufrágio...
Lindo amiga!!!!!
Bjinho do tamanho do sol.
Fantástico...deliciosa poesia.
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