Caíram pérolas das tuas gargalhadas.
Não sei porque é que às noites,
não sucedem sempre os dias. Fica tão escuro!
E eu enrolada em breu.
Não sei porque é que a lua se encolhe tanto
e não deixa passar os pontos cardeais.
E eu tão perdida!
Não sei porque é que o céu se abre em chuva
e piso torrões tão duros.
E eu com gretas cá dentro!
Não sei porque é que a terra engravida de tanto húmus
e os cardos não medram.
Tenho o pensamento paraplégico!
Mais uma pérola caiu da tua gargalhada.
Gentil, terna, mansa?
Não.
Pérfida,
madrasta,
dissimulada!
Mas claro que tens razão.
Não sei nada. Ou sei?
Sei que caíram pérolas falsas das tuas gargalhadas.
MV
