terça-feira, 16 de setembro de 2008

NÃO SEI

Nesta cama solitária

cansada do peso de outros corpos

escondo o rosto no canto das ondas.

Num rebentamento de pensamentos

talho moldes de palavras

que experimento no teu corpo.

Alinhavo… aperto… alargo…

baixo bainhas… levanto bainhas…

Com as mãos já frágeis

faço e refaço moldes

e mesmo assim

não sei a medida certa

das palavras que hei-de costurar

quando a cor da madrugada aparecer.


MV

6 comentários:

Paulo Afonso Ramos disse...

com a madrugada vem a palavra de cor
e na magia do dia, nasce mais um poema com o nome de vida...

não sei

abraço

f@ disse...

Logo vês na aurora as palavras tomarem o raios de sol e o colorido no pensamento inspira-te..
beijinhos das nuvens

Manuela Fonseca disse...

"não sei a medida certa das palavras que hei-de costurar"

Tira a métrica da fita de cores díspares e as palavras terão a medida onde te acharás aconchegada. Gostei deste teu jogo de palavras que tanto me tocaram.

Beijinhos*

daniel disse...

Marta Vasil

Meditei bastante no teu poema. Embora de cariz feminino, contém algo para nos questionarmos, já que tudo o que se escreve tem algo de intencional. Nem que apenas paire no consciente.
Daniel

José Manuel Brazão disse...

Ainda estou a pensar no poema. Habilidade no uso das palavras!

Beijinhos

lua prateada disse...

A gentileza e o amor de uma pessoa podem mudar a vida de milhares,por isso neste fim de semana dá a todos que encontrares o amor e gentileza de que precisam.
Óptimo fim de semana...
Beijinho prateado com carinho

SOL