quinta-feira, 2 de outubro de 2008

BRISA AMANTE

Sobre as águas prateadas do rio Tejo
já com a noite estonteante
adormeci o pensamento
em sonhos de brisa amante.

Cruzaram os olhos as gaivotas
numa deambulação de água viajante
enquanto o rio escondia serenamente
os sonhos da brisa amante.

Os barquitos em deslize brando
numa rota de saudade viandante
carregavam, sem dor, na proa
os sonhos da brisa amante.

MV

7 comentários:

Borboleta selvagem disse...

Vim agradecer o seu comentário e a sua visita e espreitar o seu cantinho...muito mesmo muito elaborado. Gostei.

GBjo

Fátima

Paulo Afonso Ramos disse...

E a poesia acontece
nesse trajecto crescente
o mesmo rio Tejo
o mesmo sonho
nas palavras de poetisa
e a vida apetece...

Abraço

José Manuel Brazão disse...

Escreves muito bem e também com gaivotas!!!

Beijinhos
querida Marta

AugustoMaio disse...

"palavras de veludo" é especialmente bonito: parece que se sentem, quando se atravessam.

Tentativas Poemáticas disse...

Olá Marta
Tomei conhecimento de si através da Susana. Também já sou amigo do Paulo Afonso Ramos. Infelizmente não pude estar presente no lançamento do seu último livro, aqui tão pertinho da minha casa.
Sou um amante do Tejo. Vivi alguns anos junto ao Castelo de Almourol.
Gostei muito do seu blogue. Parabéns e felicidades.
António

Vanda Paz disse...

Gostei muito desta brisa

beijinhos

nas asas de um anjo disse...

a brisa é amante, pk percorre-nos em arrepio de amor e faz-nos flutuar, o Tejo, ou outra qq água...bj