sábado, 2 de agosto de 2008

SE EU FOSSE UM NOVELO

Se eu fosse um novelo
era feito de fios de ternura
que desenrolava
para tecer uma manta
de cores vivas de esperança
e de sabores de me encontrar.
Tapava as lágrimas
que abrem o meu chorar,
cobria os cinzentos
da ambiguidade da minha vida,
prendia os braços
que teimam em agarrar os sonhos
que não me deixam descansar.
Tapava tudo o que me inquieta
e fazia as minhas palavras gritar:
nunca mais te vais voltar a enovelar.

MV

1 comentário:

Paulo Afonso Ramos disse...

Olá Marta,
Oxalá o novelo exista em cada um de nós, porque é bonito e de cores vivas.
Este poema, único, mostra um coração terno.
Obrigado pela partilha e pelo desejo de mudar o que está menos bem!
Abraço